PÁGINA INICIAL/PERGUNTAS E RESPOSTAS/OS TRANSGÊNICOS ESTÃO CONTRIBUINDO PARA A MORTE DE ABELHAS E BORBOLETAS?

 

Abelhas: A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e outras autoridades competentes reconhecem que as populações de abelhas podem ser prejudicadas por um grande número de fatores, incluindo pragas e parasitas, doenças microbianas, dieta inadequada e perda de diversidade genética, como explica Paul Driessen, analista sênior de políticas.
 

De acordo com Paul, "os processos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos indicaram que abelhas podem estar morrendo não por causa de uma única toxina ou doença, mas sim por causa de uma variedade de fatores". "As culturas transgênicas não têm implicação no Distúrbio de Colapso de Colônias de Abelhas (CCD) e, de fato, tornaram possível um maior cultivo de alimentos e outras plantas numa área menor, com menos inseticida e até mesmo em condições de pouca chuva ou seca", completou Paul.

 

Borboletas: Há uma variedade de fatores que afetam as populações de borboletas monarcas, como desmatamentos, parasitas e o refluxo de populações das asclépias (as plantas que as recebem) – incluindo alegações de que os transgênicos e os herbicidas contribuem para o declínio das asclépias.

 

Andrew Kniss, professor de ecologia e manejo de plantas daninhas na University of Wyoming, explica por que a causa para o declínio das asclépias é uma questão complexa, concluindo que, apesar de os herbicidas talvez desempenharem um papel no declínio de espécies como a asclépia, "a pesquisa sugere que há fatores mais importantes do que os herbicidas quanto à responsabilidade ​​pelo declínio das espécies de plantas nativas perto de campos de cultivo".  

 

A mudança de práticas de manejo da terra é um fator importante. Pesquisadores, grupos de conservação, agências governamentais e a comunidade agrícola estão identificando maneiras de restabelecer o habitat funcional na paisagem agrícola, reconhecendo a necessidade de sistemas agrícolas produtivos.

 

É importante ressaltar que, antes de uma cultura geneticamente modificada ser cultivada comercialmente, as empresas desenvolvedoras devem demonstrar que as novas plantas não são prejudiciais a insetos que não são alvos, como abelhas e borboletas.